5 de nov. de 2011
Voa...
Abre também a tua porta, abre...
Abre e deixa o vento entrar.
Deixa a brisa se instalar;
Deixa o corpo abençoar;
E as lágrimas poder secar.
Deixa...
Abre de vez a tua porta, abre...
Sem chaves e nem fronteiras.
Sem grades e nem cadeados;
Abre e deixa o sol entrar.
Deixa os raios te tocar;
Deixa o corpo enternecer,
E não te fazer adormecer.
Deixa...
Aceita a porção mágica do tempo...
O desenrolar dos dias e das horas.
O rumo de todos os mundos.
O vôo das grandes gaivotas.
Os pássaros voltam sim pros seus ninhos;
Mas só pra alimentar, e fazer voar.
E depois, um ciclo poder fechar.
Deixa então os ninhos dos passarinhos;
Não faz dele o teu ninho.
Faz do teu peito apenas abrigo e
a liberdade de todos os ventos;
Então voa... Desperta!
Abre um novo caminho.
É sempre um novo dia e um novo momento.
E aí, na mesma direção dos ventos,
Você vai poder se encontrar, sem mais nenhum tormento.
Lana Mara
10/10/2011
13 de ago. de 2011
Violão Desafinado
Lana Mara Thiers
Um dia quando o sol se pôs...
"No Azul Sonhado"
Emerson Monteiro
29 de jun. de 2011
QUE PAÍS É ESSE???
Estou um tanto quanto descontente.
Descrente, irritada, pensativa, reflexiva...
Sem nenhuma expectativa.
Sem mais confiança, segurança, sem nenhuma ESPERANÇA!
Um tanto quanto desanimada, desnorteada, e totalmente enojada.
Ô “Carrada” de gente avacalhada!
Ô Cambada de sanguessugas! Solta o osso!
“QUE PAÍS É ESSE???”
Mara
5 de mai. de 2011
deixa para lá...
Escolho algumas letras e tento formar algumas frases;
Enrolo-me nas palavras; tropeço, atropelo...
Não vejo nenhum sentido.
Não consigo concluir pensamento algum;
Não tenho elementos...
Não tenho argumentos;
Deixa para lá...
Outro dia, hei de estar.
Mara Thiers
19 de abr. de 2011
Apenas falo...
Mas incomoda...
Mara
11 de abr. de 2011
Obrigada Liduzinha...
Voa, linda sabiá.
Deus te deu o sorriso,
a simpatia, o doce olhar.
Te presenteou com a ternura
com a sensibilidade, com a competência,
e sobretudo com a sapiência.
Sei que possuis a humildade dos simples,
O olhar de uma menina...Voa, voa, linda sabiá.
Te adoruuuuuu...Bjins: Liduzinha.
8 de abr. de 2011
Vamos brincar de improvisar?
[um belíssimo blog; confiram]. Mês passado, Socorro Moreira, criadora e administradora do blog, fez um verso [vamos brincar de improvisar], e nos pediu para participar. Bom, no meu caso, não foi bem um improviso, pois não sou assim tão rápida no repente, de repente...
VAMOS BRINCAR DE IMPROVISAR?
momento passado
momento é presente
que está ou deixou de ficar
meu momento é perfeito
não sinto a dor no peito
mas sei que ele vai voltar.
deixo o momento dançar
deixo o momento sonhar
deixo o momento beber
os pingos desse luar
o esperar já cansou
agora sou toda amor
o meu momento é amar !
E agora? Quem continua a prosa? Deixo a noite , bela madrugada inspirar quem tá no ar !
Socorro Moreira
***
Agora é a minha vez:
O momento, o presente.
O passado, existente!
É, foi, e sempre será.
E se cansada estou, mas não nego o meu amor;
pois sei que um dia, ele virá.
“Deixo o momento beber!"
"Deixo o momento sonhar!"
Vou fazer esquecer, vou tentar não lembrar;
O tempo vou ter que tecer; pra logo esse dia chegar.
Deixe o momento chover,
Deixe o momento chegar...
Vou fazer amanhecer, vou tentar te esperar;
Para um dia com você, sob a luz do luar, eu dançar.
O dia chegou e o Sol já raiou...
E com você, até hoje, eu ESTOU.
Já são tantos sóis e tantas luas... (Mesmo sem rima)...
Mara Thiers
Nem lembro bem o dia...
6 de abr. de 2011
Gostaria de saber voar...
num vôo rasante num momento de conquista.
31 de mar. de 2011
O meu olhar...

27 de mar. de 2011
20 de mar. de 2011
Música...
11 de mar. de 2011
"Quase..."

Sarah Westphal
"(Autoria atribuída a Luís Fernando Veríssimo, mas que ele mesmo diz ser de Sarah Westphal Batista da Silva, em sua coluna do dia 31 de março de 2005 do jornal O Globo)"
28 de fev. de 2011
Um pouco Clarisse...
Clarisse Lispector
Pois solidão e melancolia não fazem parte da minha biografia; e nem tampouco, moradia nessa terra da minh'alma... Tenho uma veia vibrante e felicidade quase constante. Posso chorar rios... Basta um toque sutil de indelicadeza. Posso também rir uma noite inteira. Mas uma noite inteira só, não me basta!
19 de fev. de 2011
Pressentimento ou Coincidência???...
11 de fev. de 2011
Sobre Direitos Autorais...

A regra vale para qualquer mídia, e a Internet é só mais uma (nova) mídia.”
http://www2.uol.com.br/direitoautoral/artigo04.htm
O que é e o que não é Direito Autoral /por Eliane Yachouh Abrão, São Paulo, Brasil, publicado Mercado Global, 4º Trimestre/2002, nº 112, p. 64/71
9 de fev. de 2011
Loucos e Santos
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero-os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta.
Não quero só o ombro ou o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice.
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que normalidade é uma ilusão imbecil e estéril."
Oscar Wilde
21 de jan. de 2011
Onde estão as nossas grades?
ONDE ESTÃO AS NOSSAS GRADES?
Em função de meu grau de amizade, minha proximidade com esse amigo, perguntas vêem-me à exaustão, muitas vezes trazendo em seu bojo uma possível condenação. Claro, qualquer pessoa tem o direito de ter sua opinião sobre qualquer assunto, mas, ao emitir juízo de valor, muitas vezes se incorre em erro. Como disse há pouco, não tenho o pendor das crônicas policiais, portanto, considero, com naturalidade, as questões que me são dirigidas.
Falava sobre minha visita de hoje à tarde. Hoje, a dimensão do conceito de liberdade aflorou-me tão fortemente e de forma tão violenta a ponto de uní-lo ao da prisão. Ali entre nós dois, a nos separar, uma meia parede e uns ferros, formando uma grade. Ali, entre nós dois, dois sorrisos com significados distintos: o meu, com o alívio da liberdade, o dele com a esperança de reavê-la. Dois mundos diferentes, mas, por mais paradoxal que se lhes pareça, dois conceitos estritamente iguais. Como poderia ser dessa forma?
O mundo estava ao meu lado,ali, a dois passos, ou alguns degraus abaixo. Bastavam meus passos para desfrutá-lo da forma que melhor me aprouvesse. O dele, vários passos para trás e a pequenez de uma cela, dividida com outros, com certeza, não iguais a ele. Estarei eu, também, emitindo juízo de valores? hão de me perguntar vocês. Por que posso afirmar isso se cada um tem sua história para contar, se cada um tem sua inocência para provar? Comecei a percorrer as minhas grades de reflexão. Onde estão minhas jaulas, minhas feras, que guardo? Onde não estarão as deles? Libertas, muito embora presas?
Falou-me o meu amigo: “quantas vezes eu estava em casa, sem nada a fazer e não preenchi meu tempo com uma visita a um tio que julgara indiferente à minha pessoa e hoje vejo que não é bem assim”? “ por que não li um livro, que hoje, quando recebo, divido com os outros a alegria de lê-lo? Livro, visita, alegria, tudo isso é liberdade, ainda que por trás das grades. Estarei eu solto, com o mundo e todo o tempo desse mundo a meu favor, lendo um livro? Visitando alguém a quem faz tempo que não vejo? De novo, vejo-me entre grades, estando livre. Livre para tudo, inclusive para perder minha liberdade por atos infantis, mas que têm sua mensuração ante a sociedade. Será que é preciso que nos enjaulemos, mesmo que de forma virtual, para que aprendamos a sentir o verdadeiro sabor da liberdade? Infelizmente, parece que sim e isso o meu amigo externou com seu olhar vago, trazendo, em seu bojo, o brilho da esperança e a certeza de que valorizará cada minuto de sua liberdade, revertendo em prol de quem de si está próximo minutos ociosos de sua vida, pois, pelo que depreendi, os exemplos por trás daquelas grades apenas lhe fortaleceram os ideais de justiça e valorização da liberdade.
Fui-me embora, trazendo nos meus olhos o brilho de esperança que captei nos olhos de meu amigo. Senti uma sensação de que eu estava preso aos meus conceitos, ao meu mundo restrito, às minhas grades, das quais não me desvencilhei por medo, preconceito, indiferença. Grades que me aprisionam aqui fora e que, felizmente, não carecem de um tribunal para me libertar, a não ser eu mesmo. Por outro lado, lá deixei um amigo livre, porque valorizando o conceito de liberdade, mas ela prescinde de um julgamento. Lá deixei um amigo desnudo de preconceitos e sabendo sorver o travor do erro. Lá, deixei um ser humano sem grades, solto, com olhos perscrutadores, visando a uma felicidade maior.
Cícero Braz de Almeida
"Fui-me embora, trazendo nos meus olhos o brilho de esperança que captei nos olhos de meu amigo."
Retirei apenas essa frase para não ter que transcrever todo o texto. Apenas essa frase por exprimir um dos mais puros dos sentimentos e a mais pura reflexão e compreensão sobre a vida, liberdade e sobre ESPERANÇA. Foi a expressão mais doce e a sensação de liberdade mais forte que no momento pude sentir.
Cada palavra e cada frase do texto são de uma beleza que comove e nos move a reflexões profundas. Pude está diante dos nossos fracassos, inseguranças, dos nossos encontros e desencontros, dos nossos conflitos e ansiedades, das nossas fragilidades...
Braz, você hoje me deixou calada e pensativa por vários momentos.
Amigo... Fiquei emocionada!
Não poderia deixar de postar no meu blog.
Mara
21/01/2011
18 de jan. de 2011
Um anjo chamado Edilson

Foi numa manhã de quinta-feira. O céu bem aberto e pintado de azul abria as suas portas para receber o seu mais novo morador. O céu estava em festa. Dentro de nós, o choro e o vazio. Mas naquela manhã de intenso sofrimento, você meu cunhado, não suportando tamanha dor, como um anjo de asas brancas e largas, deu um adeus e alçou vôo em direção aos céus. Intimamente, todos nós imaginávamos que isso pudesse acontecer. O seu peito já não mais suportava tamanha dor. A sua respiração curta já não mais atendia o seu comando. O seu corpo frágil impedia os seus movimentos mais festivos. E neste dia, 07/10/2010 às 06h00min da manhã, você partiu. Partiu deixando uma forte e dolorosa saudade. Partiu deixando-nos sem rumo e sem norte. Partiu deixando a melhor essência da sua alma. Partiu deixando o seu maior e melhor perfume e o seu maior tesouro: a sua bondade, generosidade, a sua honradez, a sua candura, o seu jeito silencioso e correto. Um homem íntegro como nenhum outro. Um pai dedicado e atencioso, um marido fiel, um avô atento, um amigo de todas as horas. Partiu despedindo-se dia a dia, noite após noite… Seja no toque das mãos, seja no seu olhar triste e sereno, quando, os seus olhos falavam de uma forma tão clara, mesmo sem emitir uma única palavra. Mas não queríamos enxergar. Não queríamos aceitar. Procurávamos uma fórmula mágica que pudesse reverter aquele quadro. Procurávamos uma luz no final do túnel. Mas o momento havia chegado. Deus o chamou. E você, aliviado, descansou.
Você é um anjo, meu cunhado. Um anjo brilhante! Você sempre foi um grande amigo e um grande irmão do coração de muitos que cruzaram o seu caminho. Obrigada pela sua alegria e carinho. Obrigada pelos tantos e tantos dias festivos em que, em família, convivemos.
Existem pessoas que são anjos. Anjos disfarçados de gente. E você Edilson, é um anjo que Deus nos enviou, para sempre estar abençoando as nossas vidas.
Sua Cunhada,
Lana Mara Thiers
10/10/2010